O conceito de integração económica refere-se a um conjunto de fenómenos de cooperação e unificação entre dois ou mais países, normalmente entre espaços económicos diferentes ou até dentro do mesmo Estado.
Existem 3 tipo de integração económica:- integração económica nacional (dentro das fronteiras do mesmo país);- integração económica internacional (que é a mais frequente e implica a participação de um número restrito de países);- integração económica mundial (que engloba um número elevado de países à escala mundial). A integração económica mundial é normalmente efetuada com base num princípio de não discriminação, ou seja, de igualdade entre o grande número de países aderentes relativamente a determinados aspetos da sua vida económica (por exemplo o GATT (General Agreement on Tariffs and Trade) que tem como principal objetivo a diminuição das barreiras alfandegárias impostas por muitos países à importação de bens, fomentando assim o comércio internacional).
As razões para a unificação de espaços económicos internacionais têm normalmente a ver com o aumento do seu peso a nível mundial através da união de esforços e questões de racionalidade económica, isto é, a integração pode proporcionar ganhos importantes através de uma especialização mais adequada à realidade de cada país, do alargamento dos mercados e eventual aproveitamento de economias de escala, do aumento da concorrência dentro da área integrada, da melhoria dos termos de troca com os países terceiros, etc.).
A integração económica internacional pode traduzir-se em várias formas concretas, sendo as mais comuns as seguintes: zona de comércio livre, união aduaneira, mercado comum, união economica, união monetária, união económica e monetaria (como é o caso da União Europeia) e união economia total.
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A integração económica renasceu principalmente nas duas últimas décadas um pouco por todo o mundo com a crescente liberalização económica que se tem verificado. Para os paises menos desenvolvidos, essencialmente para as pequenas economias, a adesão a blocos económicos regionais é como um meio fundamental para atingir um fim que é o seu desenvolvimento e para a progressiva integração económica mundial.
Para os Países em Desenvolvimento – normalmente caracterizados por mercados internos limitados (quer em dimensão, quer em poder de compra); por uma grande incapacidade de gerar poupança interna e dificuldades de atracção de investimento estrangeiro; pela falta de infraestruturas de comunicação/transporte, assim como infraestruturas sociais; por uma dotação de recursos humanos com um nível de qualificação muito baixo; por finanças públicas fortemente dependentes da ajuda externa; por um sector agrícola principal de monoprodução e monoexportação, a par de uma actividade industrial muito pouco desenvolvimento – a Integração em agrupamentos económicos regionais tem uma importância bastante acrescida (sobretudo pelos seus efeitos dinâmicos).
No entanto, este é um processo que tem necessariamente alguns custos mais ou menos elevados, associados à perda de receitas aduaneiras (que , muitas vezes, têm um peso muito significativo nas receitas totais dos países) e à erosão da liberdade total político/económica dos Governos Nacionais (quando e se a Integração exigir um nível já razoável de interdependência entre os membros associados).
Em relação à sua história, o termo integração económica aparece no pós segunda grande guerra mundial, ainda que com um significado diferente daquele que hoje se lhe reconhece. Na época, “integração económica” designava as relações económicas entre os diversos países, desde os fluxos comerciais, aos dos factores de produção (capital e trabalho), ou mesmo à própria cooperação internacional, que começava, então, a assumir algum significado. É apenas a partir de 1950, com o trabalho pioneiro de Jacob Viner (economista canadiano, 1892-1970), que a “integração económica” passa a designar, tal como actualmente, “(...) o processo voluntário de crescente interdependência de economias separadas e a sua fusão em regiões mais largas que as correspondentes às fronteiras nacionais dos países cujas economias se integram.”
https://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/1546/1/Tese%20Teresa.pdf