O Mercado Único foi instituído no âmbito da União Europeia e entrou em vigor a 1 de janeiro de 1993.
Tem por base os quatro seguintes princípios: (1)livre circulação das mercadorias, (2)dos serviços, (3)dos capitais e (4)das pessoas entre os estados-membros da União.
As principais vantagens que o Mercado Único trouxe à União Europeia são: a facilitação das trocas e consequentemente o contacto entre os países-membros e veio também reforçar a importância da União Europeia como principal potência comercial a nível mundial.
Esse Mercado Único tornou-se numa base mais solida que facilita o cumprimento das responsabilidades internacionais e a defesa dos legítimos interesses comerciais da União Europeia, sendo nesse dia (1/1/1993) eliminadas as barreiras alfandegárias de mercadorias internas.
Outro objetivo bastante importante do Mercado Comum foi fomentar a concorrência dentro da UE, tomando em consideração os interesses públicos e dos consumidores,.
Para que o Mercado Único funcionasse com a sua máxima eficiência surgiu a União Económica Monetária e a criação de uma moeda única.


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No mercado único europeu (a que, por vezes, também se chama «mercado interno»), as pessoas, os bens, os serviços e os capitais podem circular tão livremente como se se tratasse de um único país.
Para criar um mercado único, foram abolidas centenas de barreiras técnicas, jurídicas e burocráticas que entravavam o comércio livre e a livre circulação entre os países da UE.

Isto permitiu a expansão dos negócios das empresas, o que reforçou a concorrência, contribuindo para baixar os preços e aumentar as possibilidades de escolha dos consumidores:

  • as chamadas telefónicas na Europa custam agora uma pequena fração do que custavam há dez anos;
  • o preço de muitos bilhetes de avião desceu significativamente e foram abertas novas rotas;
  • muitos dos particulares e das empresas podem agora escolher os seus fornecedores de eletricidade e gás.

Simultaneamente, a UE procura garantir que a livre circulação não afeta os princípios da concorrência leal, da proteção dos consumidores e da sustentabilidade ambiental, contando para esse efeito com a ajuda das diferentes autoridades de concorrência e autoridades reguladoras europeias.

Nas áreas onde a integração avança mais lentamente, existem vários obstáculos, como por exemplo:
(1) a fragmentação dos sistemas fiscais nacionais constitui um entrave à integração e à eficiência dos mercados;
(2) continuam a existir mercados nacionais separados para os setores dos serviços financeiros, da energia e dos transportes;
(3) o comércio eletrónico entre os países da UE tem sido mais lento a arrancar do que a nível nacional e as regras, normas e práticas variam significativamente de país para país;
(4) a liberalização do setor dos serviços processou-se mais lentamente do que a dos mercados de bens (embora, desde 2006, as empresas possam prestar uma série de serviços noutros países a partir do seu local de origem);
(5) as regras de reconhecimento das qualificações profissionais têm de ser simplificadas para os trabalhadores qualificados, por forma a que possam encontrar mais facilmente um emprego noutro país da UE.

O setor dos serviços financeiros é um caso especial. A UE procura garantir um setor financeiro sólido e seguro e, ao mesmo tempo, evitar a repetição da crise de 2009 através da supervisão das instituições financeiras, da regulação dos produtos financeiros complexos e obrigando os bancos a deterem mais capital.
Com a criação da união bancária, em vários Estados-Membros, os mecanismos da supervisão e da resolução bancárias foram transferidos do nível nacional para o nível da UE, atraves do sistema de Bancos Centrais que é formado pelo Banco Central Europeu e pelos Bancos Centrais de cada Estado-membro.
Existem ainda planos para criar uma união dos mercados de capitais a nível da UE, com os seguintes objetivos:
-reduzir a fragmentação dos mercados financeiros;
-diversificar as fontes de financiamento;
-reforçar os fluxos entre os países da UE;
-melhorar o acesso das empresas (nomeadamente das PME-Pequena e Medias Empresas) ao financiamento.

http://europa.eu/pol/singl/index_pt.htm